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Homeopatia

A Homeopatia é uma especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira desde 1980, quando deixou de ser considerada terapia alternativa, para se tornar, como em outros países, uma forma terapêutica oficial. Em 1996 completou 200 anos de existência e é rigorosamente uma ciência médica, uma revolução na medicina convencional e na arte de curar.

A Homeopatia é um método de tratamento que busca intensificar os mecanismos de cura do próprio organismo e que de maneira geral, não apresenta toxicidade. É um sistema de tratamento que usa substâncias especialmente preparadas e altamente diluídas para colocar em ação os mecanismos de cura do próprio corpo, de forma abrangente. Uma série de substâncias derivadas de plantas, animais, minerais, substâncias químicas sintéticas ou drogas convencionais são utilizadas, todas em quantidades ínfimas, usando um processo de preparação especial. Esse processo de preparação compreende a diluição em etapas com agitação entre estas. Esse sistema terapêutico foi criado no século XVIII pelo médico alemão Samuel Christian Hahnemann (1755-1843), fundamentado no princípio da similitude “similia similibus curantur”, no qual semelhantes são curados pelos semelhantes (BAROLLO, 1995). Hahnemann desenvolveu esta abordagem no decorrer de um período de 50 anos. Era um pensador progressista, um crítico mordaz da medicina da época. Hahnemann abandonou a prática da medicina, várias vezes, antes da descoberta da Homeopatia, especificamente porque não considerava ético o uso de sangrias e de doses muitas vezes tóxicas dos medicamentos (JONAS; JACOBS, 1996).

Ao contrário das drogas utilizadas pela medicina alopática, que atuam diretamente sobre os processos fisiológicos relacionados com os sintomas da doença, os medicamentos homeopáticos promovem a melhora do estado geral de saúde do indivíduo, estimulando seu sistema imunológico a desencadear respostas adequadas para cada situação. Assim, o tratamento homeopático permite ao indivíduo restabelecer a saúde e prevenir a doença sem, no entanto, produzir os efeitos colaterais experimentados por muitos dos tratamentos convencionais (ULLMAN, 1995). Homeopatas dizem que não há riscos de sérios efeitos colaterais no tratamento homeopático devido à ausência de toxicidade na medicina homeopática (VIKSVEEN, 2003). Hahnemann sistematizou os princípios filosóficos e doutrinários da Homeopatia — palavra de origem grega que significa doença ou sofrimento semelhante — em suas obras Organon da Arte de Curar e Doenças Crônicas; e, a partir daí, esta técnica curativa experimentou uma grande expansão por várias regiões do mundo, estando hoje firmemente implantada em diversos países da Europa, América e Ásia.

No século passado, desejando legalizar definitivamente a situação da Escola Homeopática do Brasil, criada pelo Dr. Bento Mure e instalada sob os auspícios do Instituto Homeopático Brasileiro, o diretor daquela Escola, Dr. Manoel Duarte Moreira, julgou ser seu dever endereçar uma petição ao Congresso Nacional, assinada pelos professores e alunos da E.H.B., tendo-o feito em 30 de maio de 1848 e de cujo texto pinçamos um parágrafo:

“A Homeopatia é sempre uma parte da arte de curar; é sempre sobre a saúde e a vida da população que têm de se fazer sentir os bons ou maus efeitos de sua prática, pois que Medicina não se entende a arte de curar desta ou daquela maneira, com grandes ou pequenas doses, com semelhantes ou contrários, mas sim a arte ou ciência de auxiliar a saúde e a vida do homem, seja por que meios for, cuja escolha compete ora à Ciência, ora à experiência.” (O ensino da Medicina no Rio de Janeiro – Francisco Bruno Lobo, Prof° da URFJ, RJ).
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