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01/08/2014
CURCUMA LONGA: PESQUISAS EM CÂNCER E EM OUTRAS DOENÇAS
O rizoma seco e moído da Curcuma longa Lin (Zingiberaceae) , chamado popularmente de açafrão da terra ou turmérico é citado na milenar escritura Hindu, a Ayurveda, para o tratamento tópico de feridas e processos inflamatórios. Na dieta a Curcuma é usada como tempero, tanto por sua coloração amarela, quanto por suas propriedades aromática, estimulante e conservante dos alimentos.
A Curcuma constitui um dos componentes do tempero, muito utilizado na culinária asiática, designado por “CURRY”, é o pigmento amarelo do curry. Os curcuminóides são as principais substâncias ativas da Curcuma, quimicamente são polifenóis de baixa massa molecular cujo principal componente denomina-se curcumina, a qual é encontrada em proporções que variam de 2 a 8% da massa total do rizoma seco da Curcuma.
Apresenta baixa toxicidade e possui um grande espectro de atividades biológicas como: potente efeito anti-oxidante e anti-inflamatório, anti-tumoral, ação hipolipemiante. Muitos alvos moleculares da curcumina já foram determinados e atualmente existem muitos estudos clínicos em andamento, principalmente visando a prevenção e tratamento de câncer.A curcumina possui uma grande diversidade de ações biológicas, destacando-se atividade anti-inflamatória e anti-tumoral, pois inibe várias vias de transdução de sinais. Em estudos pré-clínicos a curcumina promoveu um efeito relevante na prevenção do CÂNCER, principalmente em tecidos hepático e mamário de animais submetidos a um nível tecidual de curcumina na faixa de 10-9-10-8 mol/L (SHARMA et al., 2005). Novos estudos pré-clínicos apontam para outras possibilidades de utilizações terapêuticas da curcumina. A supressão da ativação do NF-kB e inibição da expressão da ciclo-oxigenase-2 (COX-2) e metaloproteinase-9 em condrócitos articulares humanos sugere sua utilização para o tratamento de OSTEOARTRITE (SHAKIBAEI et al., 2007). A curcumina diminui a neovascularização induzida por hiperglicemia podendo, então, inibir a progressão da RETINOPATIA DIABÉTICA (MRUDULA et al., 2007).
A Curcumina diminui a liberação das citocinas inflamatórias e a produção de fibroblastos sendo possível a sua utilização no tratamento da FIBROSE PULMONAR (XU et. al., 2007a.). Seu efeito antioxidante protege a artéria coronária do estresse oxidativo, por um mecanismo que envolve inibição da produção do ânion superóxido e estimulação da produção e liberação de óxido nítrico (NO) mecanismo que possibilita a sua utilização no tratamento de COMPLICAÇÕES CARDIOVASCULARES (XU et al., 2007b). Estudos clínicos de fase I em câncer revelaram que a administração de mais de 8g de curcumina por dia por 3 meses é bem tolerado por humanos, todavia a dose terapêutica de maior eficácia ainda não foi definida. A administração oral de curcumina possui baixa biodispnibilidade e acúmulo tecidual. Alguns agentes fitoquímicos, como a piperina (ativo da pimenta) melhoram a biodisponibilidade da curcumina por suprimir a glicuronidação hepática, mas o efeito dessa associação sobre a segurança da droga ainda não foi avaliado. Concentrações eficazes de curcumina no trato gastrintestinal, particularmente cólon e reto, foram encontradas tanto em animais quanto em humanos (SHISODIA et al., 2007).
A Curcuma oferece uma segurança potencial e uma alternativa barata às drogas convencionais. Tem efeitos benéficos em numerosos tipos celulares in vitro, todavia triagens clínicas em humanos, com a administração oral da curcumina, tem demonstrado que a sua biodisponibilidade sistêmica é relativamente baixa. Ainda não existe um consenso sobre a dose oral capaz de desencadear a mesma resposta observada no laboratório.
Contudo, seu uso milenar como tempero, sua atividade antioxidante e sua não toxicidade permitem sua utilização segura como NUTRACÊUTICO ou seja como suplemento alimentar que contribui para o equilíbrio metabólico do organismo. Comercializado em vários países como potente antioxidante natural (tradicionalmente usado pela medicina Ayurveda) na forma de cápsulas contendo de 50 a 500 mg de Curcuma longa.



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